Arquivos Aeronáuticos no Google+

SEGURANÇA DE VOO NO BRASIL

A TECNOLOGIA E A SEGURANÇA DE VOO NO BRASIL SEGUEM PADRÕES INTERNACIONAIS ?

Hoje em dia, todo o espaço aéreo sob responsabilidade do Brasil tem cobertura por radar e, segundo a FAB, o país poderia ter seu tráfego aéreo controlado por meio apenas de comunicações via rádio, sem prejuízo à segurança de voo. Os radares são utilizados (além da vigilância do espaço realizada pela defesa aérea) para permitir que o sistema possa diminuir o espaçamento entre as aeronaves e controlar mais vôos no mesmo espaço aéreo.


A distância que as aeronaves devem manter entre si depende não apenas de suas características, mas das regiões nas quais circulam. No entanto, a partir de 2005, quando se iniciaram mudanças no sistema de aviação, essa distância foi reduzida de 600 metros para 300 metros, o que permitiu, por exemplo, a circulação de quatro aeronaves no corredor Brasil-Europa onde antes viajava apenas uma.

Segundo o Major Brigadeiro Ramon, abaixo de 3.000 metros, em determinadas áreas do interior do país, a detecção de radar é limitada ou nula, por isso o controle aéreo é realizado por cobertura via rádio VHF, UHF e HF (para longas distâncias e áreas oceânicas). A FAB julga a comunicação por rádio entre controladores e pilotos suficiente para segurança do tráfego aéreo dessas aéreas, e o acompanhamento das aeronaves por meio de fichas de progressão de vôo (strips), pois o fluxo desse tráfego é menos significativo.

O major brigadeiro Ramon afirma ainda que para cobrir altitudes de 3 mil metros seriam necessários 680 radares em lugar dos 70 existentes no país. "Isso seria muito oneroso porque cada radar representa um gasto de US$ 20 milhões com infra-estrutura, equipamentos e manutenção, sem contar as despesas de pessoal. Deveria haver aproximadamente 30 pessoas em cada local", diz ele.

O Decea, no seu planejamento a longo prazo, busca estabelecer uma cobertura de radares que tenha esse alcance, em todas as aerovias brasileiras. Por enquanto, a estratégia utilizada é implantar radares fixos nas principais cidades brasileiras e utilizar radares transportáveis para cobrir as áreas de interesse operacional. Além disso, são utilizadas aeronaves de controle e alarme aéreo (R-99) para a detecção e vigilância de vôos a baixa altitude, como elemento surpresa da vigilância do espaço aéreo. "Essa estratégia é a adotada por todos os países devido ao elevado custo para recobrir todo o território com radares de detecção de aeronaves a baixa altitude" explica o Brigadeiro.

De acordo com a FAB, os índices de segurança observados no Brasil estão próximos dos padrões de primeiro mundo. Para Marcos José Mahler de Araújo, líder de projetos da empresa brasileira produtora de softwares para aviação Atech, "esse é o indicativo mais contundente de que nossos serviços e sistemas têm uma qualidade próxima daquela existente nesses países". Na área de pesquisa acadêmica, existe hoje um grande número de pesquisadores e docentes em universidades como a Universidade de São Paulo (USP) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) que têm se dedicado a desenvolver conhecimento nessa área. Os resultados dessas buscas estão começando a aparecer e a ganhar projeção internacional.

Normalmente os equipamentos têm redundâncias e raramente uma falha chega a causar dano à operacionalidade do sistema. Existem procedimentos de contingência prevendo as mais variadas situações e que são adotados sempre que uma situação comprometa ou possa vir a comprometer o nível de segurança do serviço prestado. Caso isso aconteça, reduz-se a capacidade do sistema, pois a tendência é que se trabalhe cada vez mais com uma separação maior entre as aeronaves. No limite, pode-se chegar a uma parada total do serviço, com interrupção do tráfego, mas esse tipo de ocorrência é extremamente raro, segundo os especialistas.

Para identificar problemas e propor soluções em casos de incidentes aéreos, realiza-se uma investigação e produz-se um Relatório de Incidente de Tráfego Aéreo (Ricea). Quando há um reporte são iniciados procedimentos de análise, utilizando relatos dos envolvidos e a gravação de todas as comunicações e visualização de dados tramitados na prestação do serviço de tráfego aéreo. O principal produto do Ricea são as recomendações de segurança extraídas. Além disso, a análise de diferentes relatórios serve para que a administração identifique pontos que deverão ser priorizados em seu planejamento.

Um comentário:

  1. Falando em segurança de voo, convido-os a visitar meu blog dossiê www.oberdanbarbosa.wordpress.com
    Agora a CNJ reautuou os magistrados em Campinas e o MPT instaurou Inquérito Civil Público na FEDEX.
    Cordialmente
    Oberdan

    ResponderExcluir