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A HISTÓRIA DA BRA

( 1999 - 2009 )

A BRA Transportes Aéreos (ou Brasil Rodo Aéreo) foi fundada em agosto de 1999 pelos empresários Humberto e Walter Folegatti, operando inicialmente somente vôos fretados (Charter), para destinos dentro do país e alguns internacionais.


A empresa nascia, como seu nome poderia indicar, para competir com os ônibus interestaduais. A BRA logo de início assinou um contrato operacional e de marketing com o Grupo VARIG, que lhe disponibilizava lugares nos vôos regulares e fretados da empresa gaúcha.

A companhia aérea comprou em meados de 2004 um Boeing 767-300 para vôos fretados internacionais. O avião foi inicialmente usado em vôos entre o Nordeste brasileiro e a Europa, sobretudo Lisboa. Com a crise da VARIG, reagiu rápido e incrementou serviços regulares nacionais e intercontinentais. Somente em novembro de 2005 começou operar vôos domésticos regularmente, dentro do conceito de low cost, low fare (baixo custo, baixa tarifa), um importante passo para a sua consolidação no mercado de aviação civil nacional.

Neste momento a BRA era oficialmente uma companhia aérea comercial. Com tarifas atraentes e preços vantajosos, sempre mais em conta, a companhia BRA trouxe para o aéreo uma boa parcela do público que utilizava transporte rodoviário no deslocamento para São Paulo e outras localidades do Sudeste. No ano seguinte inaugurou linhas regulares internacionais para Lisboa e Madri, e conseguiu autorização para realizar vôos regulares para a Itália.


A MARCA NO MUNDO

A BRA voava para mais de 34 destinos domésticos, com uma frota composta de 12 jatos Boeing 737 e Boeing 767, além de 6 destinos internacionais como Lisboa (Portugal) e Madrid (Espanha) com vôos regulares; e Roma (Itália), Milão (Itália), Colônia (Alemanha), Oslo (Noruega), e Buenos Aires, Córdoba e Rosário (Argentina) com vôos fretados.

A empresa BRA continha cerca de 5% do mercado doméstico e transportava cerca de 1.6 milhões de passageiros anualmente. Certa vez, na feira da aviação em Le Bourget, Paris, a companhia havia anunciada a compra de 40 jatos Embraer EMBRAER-195 (para 118 passageiros), o que a tornaria a primeira companhia aérea brasileira a operar o modelo da fabricante brasileira. Infelizmente isso não aconteceu.

Devido a dificuldades financeiras, no dia 6 de novembro de 2007, a partir das 12 horas, a BRA suspendeu suas operações, demitindo todos os seus 1.100 funcionários. A suspensão seria supostamente "temporária", à espera de um aporte de capital do consórcio Brazil Air Partners, que controlaria a empresa, e que permitiria a retomada das operações. Em 27/11/2007, por contingências econômicas, somadas à crise generalizada que abalava o setor, ajuizou pedido de recuperação judicial, cujo deferimento do processamento se deu em 30 de Novembro 2008.

Após a suspensão dos voos, a empresa OCEANAIR assumiu temporariamente alguns voos e aeronaves, de modo a atender os passageiros da BRA. Atualmente, a empresa se encontra em recuperação judicial. Sua última aeronave foi vendida para a PUMA AIR. Com o retorno anunciado em Dezembro de 2008, este não seria possível de imediato, uma vez que o Certificado de Homologação de Empresa de Transporte Aéreo (CHETA) havia sido suspenso pela Agência Nacional de Aviação Civil, a ANAC.

Após o recebimento do "CHETA", a BRA anunciou em 16 de março de 2009 o retorno a atividades operando voos fretados para algumas cidades do país.

Sob a direção de Humberto Folegatti, a companhia retornou ao segmento de voos charter, operando 1 Boeing 737-300, Ex-GOL (PR-GLK). Contudo, a empresa continua classificada como "Inoperante" pela ANAC.

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